domingo, 6 de abril de 2008

Ovelhas negras...


Na verdade nós, jovens adolescentes, aos olhos dos antigos somos uns vândalos.

Somos mal vistos na sociedade por causa de ovelhas negras. Ovelhas selvagens, sem escrúpulos transmitem imagens erradas da nossa adolescência. Somos adolescentes inofensivos do século XXI que vivem para sonhar.


Estes selvagens da sociedade juvenil são meros pontos no globo. Estes meros pontos representam o que nós somos actualmente. Somos defrontados por inúmeros casos de criminalidade juvenil nas escolas. Roubos, lutas, passamos por cima de tudo e de todos... Esta forma do plural não corresponde à nossa realidade.


Mesmo assim, será que existem razões válidas para esta realidade??



Sim... existem, precisamos é de as encontrar e resolvê-las correctamente.



E no fim ficarmos com indivíduos todos da mesma raça...



terça-feira, 11 de março de 2008

As ondas e as folhas do poder…


Porque é que os mass media actuam como terramotos na nossa cabeça, destruindo todos os nossos pensamentos?

Hoje em dia o nosso pensamento é comandado por forças que nós não conseguimos controlar. Quer dizer conseguir conseguimos não nos damos conta, mas é que por vezes são elas que nos comandam.
Os mass mediam são como terramotos que lançam ondas que destroem tudo o que aparece à frente. Como o nosso pensamento. Somos levados numa onda de pensamentos feitos, ficamos com a opinião completamente influenciada sem nos darmos conta, seguimos a destruição e não o plano de reconstrução de uma nova forma de pensamento.
As folhas são laçadas ao sabor do vento como papagaios de papel caindo nas nossas mãos. Somos levados a pensar que o destino é que esta a comandar a acção de as agarrar, mas na verdade estamos a ser empurrados pela falsa aragem de pensamentos que cobre as nossas costas.
Somos completamente revestidos por papéis, sons e imagens… é assim que nós somos.

A nossa cultura é hoje nada mais nada menos que o espelho dessas influências impostas por estes que pensam ser os donos da opinião pública…

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Poema: Avô

Chapéu grisalho
Iluminado com o presente
De uma história
Sussurrada à andorinha voadora
Sua protegida pelo carinho abraçado
Num arco de amizade primaveril
Cintado pelo nó do laço mas,
Desfeito pela luz da terra desconhecida.

No batimento fica a chave esquecida,
Lembrada pelo regresso da andorinha
Não à luz desconhecida mas,
Ao passado no presente vivido.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Florbela Espanca


Flor Bela de Alma da Conceição nasce a 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, de um relacionamento entre João Maria Espanca e a sua “criada de servir” Antónia Conceição Lobo. João Maria não viria a reconhecer a paternidade de Florbela após o seu nascimento, no entanto, após a morte da sua mãe Antónia, João e a sua mulher, Maria Espanca, criaram Florbela. João Espanca viria a reconhecer Florbela como sua filha 19 anos após a sua morte, devido à insistência de florbelianos e à inauguração do Busto de Florbela em Évora.
Em 1913 casou-se com Alberto Moutinho, divorciando-se em 1921. Casou pela segunda vez, desta vez com um Oficial de artilharia, António Guimarães. Quatro anos depois casou-se pela terceira vez com o médico Mário Laje.
Escreveu a sua primeira poesia em 1903, com 9 anos de idade, a “Vida e a Morte”. Em 1917 conclui o curso de Letras, inscrevendo-se logo de seguida no curso de Direito em que foi a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.
Sofreu dois abortos espontâneos, um deles em 1919, ano em que pública a obra “Livro de Mágoa” e o outro ocorreu no seu segundo casamento com António Guimarães que provocou o seu segundo divórcio.
Em 1923 pública “Livro de Soror Saudade” e em 1927 morre o seu irmão num acidente de aviação. A morte do seu ante-querido abalou-a profundamente, esta morte foi a sua inspiração para a obra “As Máscaras do Destino”.
Em Lisboa comunicou com outros poetas da época e com um grupo de mulheres que procurava impor a feminilidade na escrita portuguesa. Também em Lisboa colaborou com jornais e revista nos quais se destacou “Portugal Feminino”.

Após 36 anos de uma vida de incertezas, amarguras e desgostos, Florbela decide por fim à sua vida suicidando-se a 8 de Dezembro data do seu aniversário de 1930 em Matosinhos.



Ao lermos poemas de Florbela podemos perceber todo o sofrimento por que ela passou, todas as suas paixões e desgostos porque Florbela escrevia mesmo sobre a sua vida. Fazia declarações de amor através dos seus poemas e até escrever verso onde se percebia o seu desejo profundo em morrer.
Florbela transmitia em versos aquilo que ninguém via ou percebia nos seus comportamentos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Poesia ……uma luz escondida no outro lado do Mundo


A poesia é um texto que apela à criatividade e à imaginação de quem a escreve e interpreta.
Nem todas as pessoas têm a capacidade de expor os seus sentimentos através de versos poéticos. O facto de não o conseguirem fazer através da poesia não significa que não tenham imaginação ou criatividade, quer dizer sim, que estas pessoas têm menos jeito para se exprimir por palavras entrelaçadas umas nas outras.

Temos que nos virar ao contrário e, encontrar uma maneira de escrever a nossa alma sem que esta pareça demasiado superficial… devemos explorar a nossa imaginação e os nossos sentimentos.

A poesia deve ser o nosso diário. No qual cada pessoa conta os seus sentimentos, opiniões, características… é como uma terapia pessoal.
Cada pessoa pensa o que quiser acerca dos versos escritos, a interpretação vai depender da imaginação e da capacidade que temos em elevar o pensamento até ao outro lado do horizonte.

domingo, 11 de novembro de 2007

Carta ao Presidente da República

Venho expor a existência de horários prejudiciais aos alunos em algumas escolas deste país.Sou aluna da escola Secundária José Loureiro Botas e frequento o 10º ano de escolaridade. Este aumento vai ter como consequência a longa permanência na escola, o que vai prejudicar os alunos a nível do aproveitamento. Vai impedir a permanência em actividades de complemento curricular ou fazer com que muitos estudantes percam o interesse pelos estudos por não conseguirem conciliar, assim optam, muitas vezes, só pelas actividades de complemento curricular (desporto, música, arte, etc.) e deixam para trás a "vida de estudante"Venho também a notar, há algum tempo, que a minha escola em relação as outras escolas, tem horários muito diferenciados. Assim, há escolas que fazem os horários a pensar nos alunos, permitindo que estes frequentem outras actividades, e há outras escolas, como a minha, que idealiza os horários em função do funcionamento da escola e não pensam nos alunos, proibindo assim que estes não possam usufruir de actividades extra-curriculares. Para que não haja diferenças entre alunos e escolas devia haver inspecções regulares às escolas, nomeadamente aos horários escolares, para que sejam detectadas situações ilegais, muitas vezes prejudiciais para os alunos


Atentamente

Joana Gaspar

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Antoine De Saint-Exupéry "O Principezinho"

" O Principezinho" não era um livro que me levantasse qualquer tipo de entusiasmo. Por esse motivo, nunca me teria surgido o interesse em lê-lo. Achava que era um livro simples pelo facto de ter uma imagem demasiado infantil na capa. Realmente pensava que era um livro para crianças.Comecei então a lê-lo. Não me estava a surpreender, até porque não estava a perceber NADA. Mentalizei-me que, se mo tinham aconselhado era porque o seu conteúdo e a sua história eram realmente interessantes.Quando comecei a chegar aos últimos capítulos, tudo começou a ficar preto no branco porque até ali, aquilo era para mim branco no branco.Comecei a entender realmente o que o autor queria dizer quando desenhava um elefante dentro de uma jibóia. Todos entendiam que o que o "menino" desenhara era um chapéu e não o que ele idealizara. Queria fazer entender a todos que as coisas simples sem sempre são tão simples assim, e por vezes se tornam noutras completamente diferentes por as pessoa irem pelo caminho mais fácil e não por um outro que iria exigir mais delas.Foi exactamente o que me aconteceu quando via a capqa deste livro e pensava que era um livro muito infantil e nem me tinha ocorrido a ideia de o abrir, e de o ler para ver se era realmente como eu imaginava ser.O principezinho vivia num planeta tão pequeno como uma casa. Isso fez com que ele tivesse a curiosidade de ir visitar, aprender, e conhecer outros planetas. Todos os planetas grande4s ou pequenos, tinham a sua história. Até que chegou a Terra.Na Terra, a história que me disse mais foi a da raposa. Foi com a raposa que o principezinho percebeu que tinha uma flor muito especial. O facto de ter uma rosa exteriormente igual a tantas outras não queria dizer que a sua rosa não era especial e única. A sua rosa, estava presa a ele, estava ligada, não estava vazia, tinha alguém a quem se segurar. O Principezinho fazia-lhe companhia e ela era uma companhia para ele. As outras é que eram iguais a tantas outras, não tinham nada para complementar o vazio que elas tinham dentro delas, eram rosas abandonadas por todos.

Não foi um dos livros que mais gostei, mas não é assim tão como todos dizem!



Joana Gaspar