Na “Natureza nada se cria, tudo se transforma”.
A lei de Lavoisier ou Lei da Conservação das massas, será a lei que explica melhor o que acontece na Natureza e como todos os ecossistemas existentes na Terra coexistem e se relacionam. De acordo com esta Lei a matéria não se cria nem se pode criar. A explicação desta Lei é que tudo o que tem até agora existido no nosso planeta provém de matéria pré-existente que se foi transformando ao longo dos 4600 mil milhões de anos de existência da Terra.
Sendo a Terra um sistema fechado, uma vez que não apresenta trocas de matéria, apenas de energia, mantém a mesma massa e matéria desde a altura em que foi criada (Big Bang). É , assim, por esta razão, que se têm levantado tantas questões acerca da poluição e do consumo excessivo dos recursos Naturais existentes no Planeta Terra.
A sobre-exploração deste Planeta pode pôr fim ao único conhecimento de vida existente no Sistema Solar, ou quem sabe em todo o Universo.
A terra tem sofrido cada vez mais as acções do Homem tornando-se cada vez mais vulnerável e gasta. A verdade é que neste planeta tudo já está formado e ao contrário do que se possa pensar, a matéria que não se cria mas que se transforma, não se transforma ao mesmo ritmo com que é usada e abusada. Nem a sua transformação tem a mesma qualidade quando é repetida vezes e vezes sem conta.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Cesário Verde
"Além de ser uma réplica do realismo irónico queirosiano(...) o realismo lírico de Cesário Verde será o seu esforço de autenticidade anti-retoricista com versos magistrais salubres e sinceros"
A verdade de todas as coisas está na sua forma real, na forma como vimos, olhamos e pensamos. Esconder a verdadeira história provém unicamente, por vezes inocentemente, da forma de imaginar e supor.
Como empirista que era, Cesário, acreditava que o real estava unicamente naquilo que observa, naquilo que lhe passava pelos olhos da forma mais natural possível. Era portanto anti-retoricista!
Nos seus poemas não encontramos enigmas ou quais queres frases ou palavras por decifrar. Em Cesário encontramos apenas versos limpos e sinceros, versos esses que por si só se decifram. Os seus poemas são quadros desenhados por adjectivos e pintados por objectos que nos elevam pura e simplesmente àquilo que ele próprio imaginou e não àquilo que nós estamos a imaginar. É impossível elevarmo-nos para um outro mundo a não ser o dele. É claro e objectivo mesmo com o objectivo de nos transmitir a sua própria realidade, a sua visão. Através das palavras expressas nos seus versos líricos, transmite, a maior das maiores objectividades, a cima de tudo transmite-nos o seu campo de visão e sua própria consciência. Tudo aquilo que naquele momento, ou a dado momento, foi vivido e experimentado por ele próprio é-nos contado por um conjunto de versos aclarados por sentimentos e sonhos.
Assim como Eça, a ironia foi um meio que este pintor de sonhos utilizou para expressar as realidades da sua sociedade actual. Utiliza esta forma, por vezes grotesca, de se expressar, a ironia, como uma forma de descrever todo o ambiente que se vivia e que ele próprio vivia. Esta réplica de ironia de Eça, era nada mais nada menos, que uma técnica que Cesário utilizava para pintar ainda melhor toda a sociedade daquela época, era a técnica que utilizava para pintar a REALIDADE.
Cesário além de poeta, pintava para os outros as suas próprias vivencias!
A verdade de todas as coisas está na sua forma real, na forma como vimos, olhamos e pensamos. Esconder a verdadeira história provém unicamente, por vezes inocentemente, da forma de imaginar e supor.
Como empirista que era, Cesário, acreditava que o real estava unicamente naquilo que observa, naquilo que lhe passava pelos olhos da forma mais natural possível. Era portanto anti-retoricista!
Nos seus poemas não encontramos enigmas ou quais queres frases ou palavras por decifrar. Em Cesário encontramos apenas versos limpos e sinceros, versos esses que por si só se decifram. Os seus poemas são quadros desenhados por adjectivos e pintados por objectos que nos elevam pura e simplesmente àquilo que ele próprio imaginou e não àquilo que nós estamos a imaginar. É impossível elevarmo-nos para um outro mundo a não ser o dele. É claro e objectivo mesmo com o objectivo de nos transmitir a sua própria realidade, a sua visão. Através das palavras expressas nos seus versos líricos, transmite, a maior das maiores objectividades, a cima de tudo transmite-nos o seu campo de visão e sua própria consciência. Tudo aquilo que naquele momento, ou a dado momento, foi vivido e experimentado por ele próprio é-nos contado por um conjunto de versos aclarados por sentimentos e sonhos.
Assim como Eça, a ironia foi um meio que este pintor de sonhos utilizou para expressar as realidades da sua sociedade actual. Utiliza esta forma, por vezes grotesca, de se expressar, a ironia, como uma forma de descrever todo o ambiente que se vivia e que ele próprio vivia. Esta réplica de ironia de Eça, era nada mais nada menos, que uma técnica que Cesário utilizava para pintar ainda melhor toda a sociedade daquela época, era a técnica que utilizava para pintar a REALIDADE.
Cesário além de poeta, pintava para os outros as suas próprias vivencias!
domingo, 29 de março de 2009
Eurico, o presbítero
Este é um romance que abrange a luta que existia entre godos e árabes, na Península Ibérica, no século VIII.
Eurico, um “cavaleiro andante e herói nacional”, acaba por entrar para um convento após a impossibilidade de ficar com a sua amada, Hermengarda.
Acabo por sair do convento, disfarçado de cavaleiro negro, para poder expulsar os árabes e recuperar a sua amada feita prisioneira. Ao liberta-la acaba por se revelar a ela, no entanto, por estar envolvida com a igreja vê-se mais uma vez impedido de realizar o seu amor.
Hermengarda acaba por enlouquecer, e Eurico acaba por travar uma luta suicida contra uma tropa de inimigos.
Nesta obra, encontra-se expresso na caracterização de Eurico como um cavaleiro andante e herói nacional, a valorização que os românticos dão às origens da pátria.
Eurico, um “cavaleiro andante e herói nacional”, acaba por entrar para um convento após a impossibilidade de ficar com a sua amada, Hermengarda.
Acabo por sair do convento, disfarçado de cavaleiro negro, para poder expulsar os árabes e recuperar a sua amada feita prisioneira. Ao liberta-la acaba por se revelar a ela, no entanto, por estar envolvida com a igreja vê-se mais uma vez impedido de realizar o seu amor.
Hermengarda acaba por enlouquecer, e Eurico acaba por travar uma luta suicida contra uma tropa de inimigos.
Nesta obra, encontra-se expresso na caracterização de Eurico como um cavaleiro andante e herói nacional, a valorização que os românticos dão às origens da pátria.
Alexandre Herculano
“Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo” terá nascido em 1810 e falecido em 1877.
Era um homem que apresentava um cariz critico e participava nas lutas políticas suas contemporâneas.
Destacou-se principalmente como historiador, tendo escrito “História de Portugal” e “Origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal”
Das suas obras pode-se ainda referir “O Bobo”, “Monasticon”, “Eurico, o presbítero” e ainda “O Monde de Cister”.
Casa-se aos cinquenta anos acabando por afastar-se da sua cidade natal e da sua vida literário tendo optado por instalar-se na sua quinta no interior de Portugal.
Era um homem que apresentava um cariz critico e participava nas lutas políticas suas contemporâneas.
Destacou-se principalmente como historiador, tendo escrito “História de Portugal” e “Origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal”
Das suas obras pode-se ainda referir “O Bobo”, “Monasticon”, “Eurico, o presbítero” e ainda “O Monde de Cister”.
Casa-se aos cinquenta anos acabando por afastar-se da sua cidade natal e da sua vida literário tendo optado por instalar-se na sua quinta no interior de Portugal.
Menina e Moça
Menina e Moça, antes afamada como “Saudade ” constitui na literatura portuguesa um fundo sentimental recuperado, não só, por escritores mas também por movimentos (romântico e saudosista).
Esta novela sentimental que abrange a temática amorosa e cavaleiresca, tem um fundo puro e autobiográfico.
Encontra-se, expresso numa voz feminina, nesta obra uma leve análise psicológica da precursão da tradição “”galego-portuguesa” das cantigas de amigo e precursora do romance psicológico moderno.
No sentimento de determinismo e isolamento, surge numa linguagem ritmada e lírica um amor trágico.
Esta novela sentimental que abrange a temática amorosa e cavaleiresca, tem um fundo puro e autobiográfico.
Encontra-se, expresso numa voz feminina, nesta obra uma leve análise psicológica da precursão da tradição “”galego-portuguesa” das cantigas de amigo e precursora do romance psicológico moderno.
No sentimento de determinismo e isolamento, surge numa linguagem ritmada e lírica um amor trágico.
Bernardim Ribeiro
Bernardim Ribeiro, escritor português, cuja vida não se sabe ao certo. No entanto pensa-se ser natural de Vila do Torrão e ter morrido em 1545. A sua biografia é toda baseada nas suas obras as quais apresentam um cariz autobiográfico por parte do autor.
Considera-se ter frequentado a corte, uma vez que foram encontrados registos da sua colaboração no Cancioneiro Geral de 1516 e também porque foram encontradas referencias suas nas obras de Garcia de Resende e Sá de Miranda. Referindo-se a ele como sendo o escritor que introduziu o bucolismo em Portugal.
A sua mais ilustre obra, “Menina e Moça”, terá sido um dos factores que levou ao seu afastamento forçado da corte e provavelmente também de Portugal, uma vez que sendo uma obra que falava de judeus, atingiu muitas colectividades de judeus no estrangeiro.
Tem ainda, na sua colecção doze poesias escritas, as quais estão incluídas no Cancioneiro Geral, sendo elas: “Menina e Moça”, “Ontem pôs-se o sol e a noute” e o romance “ao longo de ua Ribeira”, entre outras composições.
Considera-se ter frequentado a corte, uma vez que foram encontrados registos da sua colaboração no Cancioneiro Geral de 1516 e também porque foram encontradas referencias suas nas obras de Garcia de Resende e Sá de Miranda. Referindo-se a ele como sendo o escritor que introduziu o bucolismo em Portugal.
A sua mais ilustre obra, “Menina e Moça”, terá sido um dos factores que levou ao seu afastamento forçado da corte e provavelmente também de Portugal, uma vez que sendo uma obra que falava de judeus, atingiu muitas colectividades de judeus no estrangeiro.
Tem ainda, na sua colecção doze poesias escritas, as quais estão incluídas no Cancioneiro Geral, sendo elas: “Menina e Moça”, “Ontem pôs-se o sol e a noute” e o romance “ao longo de ua Ribeira”, entre outras composições.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Memória ao Conservatório Real
Frei Luís de Sousa é toda uma história caracterizada pela simplicidade de uma história trágica antiga. A tragédia desta história reconhece-se pela representação severa, apaixonada, enérgica, natural e todo o espírito cristianismo seu característico.
Almeida Garrett reconhece nesta história todos os aspectos da tragédia clássica quanto às suas características. No entanto Garrett optou por escrever em prosa em vez do típico verso trágico. Tudo se deve ao facto de Garrett não ter encontrado outra forma de expressar Frei Luís de Sousa a não ser através do ritmo característico da elegante prosa portuguesa.
Almeida Garrett reconhece nesta história todos os aspectos da tragédia clássica quanto às suas características. No entanto Garrett optou por escrever em prosa em vez do típico verso trágico. Tudo se deve ao facto de Garrett não ter encontrado outra forma de expressar Frei Luís de Sousa a não ser através do ritmo característico da elegante prosa portuguesa.
Discurso
Discurso do Presidente da República na 34ª Sessão Comemorativa do 25 de AbrilAssembleia da República, 25 de Abril de 2008
É de realçar neste discurso a utilização de muitas virgulas e muitos parágrafos. Uma boa pontuação e uma linguagem simples e natural faz com que o discurso não se torne maçador, nem confuso. A apóstrofe no inicio do discurso diz-nos a que auditório se está a dirigir o presidente da república.
De notar também, é a utilização da enumeração e do assindeto neste discurso, que faz com que o discurso seja mais ritmado e chame assim à atenção de todo o auditório.
http://www.presidencia.pt/?idc=22&idi=15539
É de realçar neste discurso a utilização de muitas virgulas e muitos parágrafos. Uma boa pontuação e uma linguagem simples e natural faz com que o discurso não se torne maçador, nem confuso. A apóstrofe no inicio do discurso diz-nos a que auditório se está a dirigir o presidente da república.
De notar também, é a utilização da enumeração e do assindeto neste discurso, que faz com que o discurso seja mais ritmado e chame assim à atenção de todo o auditório.
http://www.presidencia.pt/?idc=22&idi=15539
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
V Império segundo padre António Vieira
O V Império, um sonho imaginado e criado por Padre António Vieira segundo profecias bíblicas.
Este Império Católico, onde reinava a paz de Cristo, deveria ser erguido à semelhança da igreja, de forma natural e, em que Portugal, comandado por D. João IV, seria o guia e o exemplo do nascimento de um Império de harmonia, paz espiritual, moralidade. Não um Império de conquistas matérias, territoriais, como os quatro anteriores. Este seria o Império que os outros quatro (Império Grego, Império Romano, Império Cristão, Império Inglês) não foram. Um império verdadeiramente mundial e Universal.
Vieira acreditava plenamente que Portugal seria a única nação capaz de suportar toda a força espiritual necessária para a formação deste novo império.
Este Império Católico, onde reinava a paz de Cristo, deveria ser erguido à semelhança da igreja, de forma natural e, em que Portugal, comandado por D. João IV, seria o guia e o exemplo do nascimento de um Império de harmonia, paz espiritual, moralidade. Não um Império de conquistas matérias, territoriais, como os quatro anteriores. Este seria o Império que os outros quatro (Império Grego, Império Romano, Império Cristão, Império Inglês) não foram. Um império verdadeiramente mundial e Universal.
Vieira acreditava plenamente que Portugal seria a única nação capaz de suportar toda a força espiritual necessária para a formação deste novo império.
domingo, 9 de novembro de 2008
Publicidade com Fernando Pessoa...
Pessoa sabia-o! Sabia que cada continente, cada país, cada etnia, cada população, cada pessoa tem pensamentos e interpretações características. Fernando Pessoa dirigia-se ao povo, aquilo que chamava a sua atenção.
O slogan para a Coca-Cola, “Primeiro estranha-se. Depois entranha-se.” Demonstrou isso mesmo. Uma boa ou má interpretação feita por um grupo de pessoas com os mesmos objectivos e pensamentos teve e pode ter consequências.
Pessoa realmente sabia o que o povo quereria. A campanha foi um sucesso e a Coca-Cola passava assim a entranhar-se completamente na vida do povo luso.
No entanto o sucesso pode perdurar ou simplesmente acabar, mas neste caso o sucesso foi simplesmente proibido. A direcção de Saúde considerou que o slogan demonstrava a própria toxidade do produto e por isso mesmo proibiu a sua venda em Portugal.
Toda a atenção, estudo e dedicação de Pessoa, pelos interesses do povo português, foi posta em causa devido a pontos de vista que se contrariavam completamente.
O slogan para a Coca-Cola, “Primeiro estranha-se. Depois entranha-se.” Demonstrou isso mesmo. Uma boa ou má interpretação feita por um grupo de pessoas com os mesmos objectivos e pensamentos teve e pode ter consequências.
Pessoa realmente sabia o que o povo quereria. A campanha foi um sucesso e a Coca-Cola passava assim a entranhar-se completamente na vida do povo luso.
No entanto o sucesso pode perdurar ou simplesmente acabar, mas neste caso o sucesso foi simplesmente proibido. A direcção de Saúde considerou que o slogan demonstrava a própria toxidade do produto e por isso mesmo proibiu a sua venda em Portugal.
Toda a atenção, estudo e dedicação de Pessoa, pelos interesses do povo português, foi posta em causa devido a pontos de vista que se contrariavam completamente.
domingo, 5 de outubro de 2008
“Os nossos olhos são diferentes todos os dias”
Caros colegas, não se trata de uma situação de mutação genética ao nível dos nossos olhos, não, nada disso. 
Todos nós temos preocupações constantes e diferentes de dia para dia. Os nossos olhos são tentados a fixarem-se no que se pensa mais importante. O que nos pode acordar num dia, no outro, podemos já não querer saber e desligar completamente.
Comparo o nosso “núcleo cinzento” à moda. Vem e vai, como que uma estrela que vai morrendo no extenso universo ou que simplesmente perdura no infinito. Tudo depende de nós, da nossa capacidade imaginativa e de pensamento. Pode ser um infinito que pode ser encontrado, mas só e apenas se nós o quisermos redescobrir novamente, revê-lo por uma última vez ou simplesmente para o encontrar por uma primeira vez.
Tem tudo ou nada a ver com a nossa disposição, com os nossos sonhos, com os nossos pensamentos, a nossa personalidade, as nossas vivencias, a nossa imaginação… São infinitas as personalidades que aquele pequenino pedaço do nosso corpo pode ver, pode observar com um olhar repentino e pormenorizado.
É um emaranhado que olhares que se cruzam, e que nos fazem pensar de forma diferente todos os dias. Os dias em que temos algo a acrescentar aquele olhar, aquele sorriso, aquela tristeza que nos apanha como por magia num turbilhão de imagens pensadas com os olhos.
Estamos e sentimo-nos preparados para tudo? Será mesmo que nos sentimos?
Pergunto-vos como será que se preparam para os testes, para as provas, para os exames, para tudo aquilo que numa vida vos é importante no futuro. Por mais que estudem, por mais que se dediquem aquela disciplina, não será que na altura, no ponto de partida não sentem aquele bichinho de pensamentos que vos leva a duvidar de vocês próprios?
Provavelmente a resposta não tem resposta. Simplesmente somos apanhados de surpresa pela imagem que nos é exposta e reproduzida na cabeça. Podemos estar preocupados com aquilo que vamos fazer, mas no fim, tudo passa, tudo em nós dá uma volta de 360’graus, até que os nosso olhar desperta-nos para algo completamente novo, diferente, renascido ou simplesmente nos apontam para as mesmas experiências, para as mesmas imagens.
Vivemos num ciclo de olhares que nunca tem fim, que muda constantemente, que simplesmente nos ajuda a perceber quem somos, nos ajuda a olhar o Mundo da forma como nós próprios imaginamos e não da forma que nos mandam. Somos racionais na forma com o fazemos, da forma como o vemos e imaginamos. É algo quem vem de nós, da nossa própria química da vida.

Todos nós temos preocupações constantes e diferentes de dia para dia. Os nossos olhos são tentados a fixarem-se no que se pensa mais importante. O que nos pode acordar num dia, no outro, podemos já não querer saber e desligar completamente.
Comparo o nosso “núcleo cinzento” à moda. Vem e vai, como que uma estrela que vai morrendo no extenso universo ou que simplesmente perdura no infinito. Tudo depende de nós, da nossa capacidade imaginativa e de pensamento. Pode ser um infinito que pode ser encontrado, mas só e apenas se nós o quisermos redescobrir novamente, revê-lo por uma última vez ou simplesmente para o encontrar por uma primeira vez.
Tem tudo ou nada a ver com a nossa disposição, com os nossos sonhos, com os nossos pensamentos, a nossa personalidade, as nossas vivencias, a nossa imaginação… São infinitas as personalidades que aquele pequenino pedaço do nosso corpo pode ver, pode observar com um olhar repentino e pormenorizado.
É um emaranhado que olhares que se cruzam, e que nos fazem pensar de forma diferente todos os dias. Os dias em que temos algo a acrescentar aquele olhar, aquele sorriso, aquela tristeza que nos apanha como por magia num turbilhão de imagens pensadas com os olhos.
Estamos e sentimo-nos preparados para tudo? Será mesmo que nos sentimos?
Pergunto-vos como será que se preparam para os testes, para as provas, para os exames, para tudo aquilo que numa vida vos é importante no futuro. Por mais que estudem, por mais que se dediquem aquela disciplina, não será que na altura, no ponto de partida não sentem aquele bichinho de pensamentos que vos leva a duvidar de vocês próprios?
Provavelmente a resposta não tem resposta. Simplesmente somos apanhados de surpresa pela imagem que nos é exposta e reproduzida na cabeça. Podemos estar preocupados com aquilo que vamos fazer, mas no fim, tudo passa, tudo em nós dá uma volta de 360’graus, até que os nosso olhar desperta-nos para algo completamente novo, diferente, renascido ou simplesmente nos apontam para as mesmas experiências, para as mesmas imagens.
Vivemos num ciclo de olhares que nunca tem fim, que muda constantemente, que simplesmente nos ajuda a perceber quem somos, nos ajuda a olhar o Mundo da forma como nós próprios imaginamos e não da forma que nos mandam. Somos racionais na forma com o fazemos, da forma como o vemos e imaginamos. É algo quem vem de nós, da nossa própria química da vida.
Publicidade com Fernando Pessoa...
“Primeiro estranha-se. Depois entranha-se” - Coca-Cola
"L'acqua nera del capitalismo" - àguas do Minho
Por Fernando Pessoa
"L'acqua nera del capitalismo" - àguas do Minho
Por Fernando Pessoa
domingo, 21 de setembro de 2008
Por amor...
Por amor? É algo que só ele pode responder. Apenas me deixava levar por aquelas imagens diárias que apareciam por ali e que faziam pensar se aquele ciclo viçoso alguma vez teria fim.
O que levava aquele homem a fazer aquilo? O que é que o levava a visitar um ser humano que não sabia a razão de ser de ali estar? Que não se movimenta, que não fala, que não nada. Esta ali, deitada, naquela cama de hospital, Tinham roubado a vida a Margarida como alguém que corta uma flor para mera decoração. Filipe passa todos os dias, à mesma hora, pelas mesmas portas, pelos mesmos corredores desde o dia em que esta metade lhe foi roubada.
Ele apenas limita-se a ficar ali, sentado, a olhar para ela. A aconchegá-la, a acarinhá-la, a falar, a rir, a chorar. Ciclos viciosos de sentimentos que representam o brilho de esperança que Filipe leva todos os dias para Margarida.
Este homem ama realmente como o amor ama alguém. Seria muito mais fácil procurar e encontrar um caminho mais fácil, mas não. Ele continua ali, até que, aquele brilhozinho desapareça e ganhe coragem de se despedir, por mais consequências que essa despedida tenha.
Assisti, assisto e continuo a assistir à angústia que este homem guarda quando entra por aquela porta.
O que levava aquele homem a fazer aquilo? O que é que o levava a visitar um ser humano que não sabia a razão de ser de ali estar? Que não se movimenta, que não fala, que não nada. Esta ali, deitada, naquela cama de hospital, Tinham roubado a vida a Margarida como alguém que corta uma flor para mera decoração. Filipe passa todos os dias, à mesma hora, pelas mesmas portas, pelos mesmos corredores desde o dia em que esta metade lhe foi roubada.
Ele apenas limita-se a ficar ali, sentado, a olhar para ela. A aconchegá-la, a acarinhá-la, a falar, a rir, a chorar. Ciclos viciosos de sentimentos que representam o brilho de esperança que Filipe leva todos os dias para Margarida.
Este homem ama realmente como o amor ama alguém. Seria muito mais fácil procurar e encontrar um caminho mais fácil, mas não. Ele continua ali, até que, aquele brilhozinho desapareça e ganhe coragem de se despedir, por mais consequências que essa despedida tenha.
Assisti, assisto e continuo a assistir à angústia que este homem guarda quando entra por aquela porta.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Caminhar sobre os segredos...
Caminhar sobre os segredos sussurrados
Na praia
Ó grande sol brilhante e acalmante
Quente e amante
Pastor de prados
Para ti sobe o meu desespero e desalento
O meu caos, paixão entristecida
Pois trazes no teu ventre
A força, o ardor e o sempre
A segurança e o amor de uma vida
Na praia
Ó grande sol brilhante e acalmante
Quente e amante
Pastor de prados
Para ti sobe o meu desespero e desalento
O meu caos, paixão entristecida
Pois trazes no teu ventre
A força, o ardor e o sempre
A segurança e o amor de uma vida
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Correspondencia de Fradique Mendes
"Considera antes como foi inscontestávelmente a Imprensa, que, coma sua maneira superficial, lecciona e atabalhoada de tudo afirmar, de tudo julgar, maus enraigou no nosso tempo o funesto habito dos juizos ligeiros"
"Com efeito, se a minha amiga percorrer a Gazeta dos Trubunaes verá que o perfeito polyglota é um instrumento de alta escroquerie"
"- a uma religião que consista apenas n'uma Moral apoiada n'uma Fé - é ter a Religião da sua assencia e do deu objecto, uma sonhadora idéa de sonhador teimoso em sonhos!"
"Com efeito, se a minha amiga percorrer a Gazeta dos Trubunaes verá que o perfeito polyglota é um instrumento de alta escroquerie"
"- a uma religião que consista apenas n'uma Moral apoiada n'uma Fé - é ter a Religião da sua assencia e do deu objecto, uma sonhadora idéa de sonhador teimoso em sonhos!"
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Liberdades mil...
Chuvoso ou não Ele assim ficou na memória do povo português.
Aqueles 25 ramos preenchidos por 1974 cravos vermelhos, que marcaram o inicio de uma nova constituição.
A “Grândola” ouvia-se nas rádios, era o início da revolução.
Os soldados, guerrilheiros de uma guerra sem fim em terras de África, iniciavam o seu movimento de revolta.(56)
Tudo planeado ao nanometro, não queriam mortes, queriam LIBERDADE. Comandados por Maia, destruíram por todo o Portugal os pilares deste regime de censura e opressão.(81)
O povo apoderava-se das ruas. As rádios, televisões e jornais informavam sem censura. Os soldados, esses esperavam pela rendição junto ao Quartel do Carmo, onde o sucessor de Salazar, Marcelo Caetano, desesperava por ajuda. Estava num beco sem saída.
O povo queria liberdade, invadiram as ruas como se fossem formigas esfomeadas e ajudavam os soldados como podiam, neste movimento de revolta.(142)
A população gritou, desesperou, morreu e esperou por este dia. Conseguiram, tinham conseguido hastear o lenço branco da rendição.(161)
O vermelho dos cravos acentuava-se, os presos políticos eram libertados e alguns voltavam ao seu país materno, a PIDE era extinta, o lápis azul era incinerado….
Recomeçar de novo eram as palavras de ordem! (195)
Nunca devemos esquecer, NUNCA! Estes Homens arriscaram a vida por todos Nós… Será que nós arriscávamos tanto? Será que pensamos no Futuro?
Somos livres porque houve pessoas capazes de pensar em nós….
Aqueles 25 ramos preenchidos por 1974 cravos vermelhos, que marcaram o inicio de uma nova constituição.
A “Grândola” ouvia-se nas rádios, era o início da revolução.
Os soldados, guerrilheiros de uma guerra sem fim em terras de África, iniciavam o seu movimento de revolta.(56)
Tudo planeado ao nanometro, não queriam mortes, queriam LIBERDADE. Comandados por Maia, destruíram por todo o Portugal os pilares deste regime de censura e opressão.(81)
O povo apoderava-se das ruas. As rádios, televisões e jornais informavam sem censura. Os soldados, esses esperavam pela rendição junto ao Quartel do Carmo, onde o sucessor de Salazar, Marcelo Caetano, desesperava por ajuda. Estava num beco sem saída.
O povo queria liberdade, invadiram as ruas como se fossem formigas esfomeadas e ajudavam os soldados como podiam, neste movimento de revolta.(142)
A população gritou, desesperou, morreu e esperou por este dia. Conseguiram, tinham conseguido hastear o lenço branco da rendição.(161)
O vermelho dos cravos acentuava-se, os presos políticos eram libertados e alguns voltavam ao seu país materno, a PIDE era extinta, o lápis azul era incinerado….
Recomeçar de novo eram as palavras de ordem! (195)
Nunca devemos esquecer, NUNCA! Estes Homens arriscaram a vida por todos Nós… Será que nós arriscávamos tanto? Será que pensamos no Futuro?
Somos livres porque houve pessoas capazes de pensar em nós….
domingo, 6 de abril de 2008
Ovelhas negras...

Na verdade nós, jovens adolescentes, aos olhos dos antigos somos uns vândalos.
Somos mal vistos na sociedade por causa de ovelhas negras. Ovelhas selvagens, sem escrúpulos transmitem imagens erradas da nossa adolescência. Somos adolescentes inofensivos do século XXI que vivem para sonhar.
Estes selvagens da sociedade juvenil são meros pontos no globo. Estes meros pontos representam o que nós somos actualmente. Somos defrontados por inúmeros casos de criminalidade juvenil nas escolas. Roubos, lutas, passamos por cima de tudo e de todos... Esta forma do plural não corresponde à nossa realidade.
Mesmo assim, será que existem razões válidas para esta realidade??
Sim... existem, precisamos é de as encontrar e resolvê-las correctamente.
E no fim ficarmos com indivíduos todos da mesma raça...
terça-feira, 11 de março de 2008
As ondas e as folhas do poder…

Porque é que os mass media actuam como terramotos na nossa cabeça, destruindo todos os nossos pensamentos?
Hoje em dia o nosso pensamento é comandado por forças que nós não conseguimos controlar. Quer dizer conseguir conseguimos não nos damos conta, mas é que por vezes são elas que nos comandam.
Os mass mediam são como terramotos que lançam ondas que destroem tudo o que aparece à frente. Como o nosso pensamento. Somos levados numa onda de pensamentos feitos, ficamos com a opinião completamente influenciada sem nos darmos conta, seguimos a destruição e não o plano de reconstrução de uma nova forma de pensamento.
As folhas são laçadas ao sabor do vento como papagaios de papel caindo nas nossas mãos. Somos levados a pensar que o destino é que esta a comandar a acção de as agarrar, mas na verdade estamos a ser empurrados pela falsa aragem de pensamentos que cobre as nossas costas.
Somos completamente revestidos por papéis, sons e imagens… é assim que nós somos.
A nossa cultura é hoje nada mais nada menos que o espelho dessas influências impostas por estes que pensam ser os donos da opinião pública…
Hoje em dia o nosso pensamento é comandado por forças que nós não conseguimos controlar. Quer dizer conseguir conseguimos não nos damos conta, mas é que por vezes são elas que nos comandam.
Os mass mediam são como terramotos que lançam ondas que destroem tudo o que aparece à frente. Como o nosso pensamento. Somos levados numa onda de pensamentos feitos, ficamos com a opinião completamente influenciada sem nos darmos conta, seguimos a destruição e não o plano de reconstrução de uma nova forma de pensamento.
As folhas são laçadas ao sabor do vento como papagaios de papel caindo nas nossas mãos. Somos levados a pensar que o destino é que esta a comandar a acção de as agarrar, mas na verdade estamos a ser empurrados pela falsa aragem de pensamentos que cobre as nossas costas.
Somos completamente revestidos por papéis, sons e imagens… é assim que nós somos.
A nossa cultura é hoje nada mais nada menos que o espelho dessas influências impostas por estes que pensam ser os donos da opinião pública…
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Poema: Avô
Chapéu grisalho
Iluminado com o presente
De uma história
Sussurrada à andorinha voadora
Sua protegida pelo carinho abraçado
Num arco de amizade primaveril
Cintado pelo nó do laço mas,
Desfeito pela luz da terra desconhecida.
No batimento fica a chave esquecida,
Lembrada pelo regresso da andorinha
Não à luz desconhecida mas,
Ao passado no presente vivido.
Iluminado com o presente
De uma história
Sussurrada à andorinha voadora
Sua protegida pelo carinho abraçado
Num arco de amizade primaveril
Cintado pelo nó do laço mas,
Desfeito pela luz da terra desconhecida.
No batimento fica a chave esquecida,
Lembrada pelo regresso da andorinha
Não à luz desconhecida mas,
Ao passado no presente vivido.
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